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sábado, 20 de março de 2010

Inserminação Artificial



A Inserminação Artificial consiste em lançar esperma, com uma seringa própria, no colo do Útero ou no próprio Útero. Sendo assim, ao contrário da Fecundação in Vitro, neste método a fecundação é natural.



Este método é destinado, sobretudo, a casais impossibilitados de terem relações sexuais naturalmente, ou a casais cujo membro masculino seja estéril (recorrem a esperma de um dador).


Existem países em que é permitido a mulheres solteiras, ou casadas com outras mulheres, recorrerem a este método para engravidar, visto não terem um parceiro sexual masculino.

terça-feira, 16 de março de 2010

Fecundação in Vitro


A Fecundação in Vitro destina-se, sobretudo, às mulheres que, por qualquer motivo, não têm Trompas de Falópio; às mulheres estéreis (anomalias no muco cervical); e aos casais cujo membro masculino seja estéril (quantidade reduzida ou insuficiente mobilidade dos espermatozóides).



Este método consiste em estimular os ovários com hormonas para provocar a ovulação de vários óvulos. Estes são recolhidos através de uma Celioscopia, ou pela punção directa do Ovário guiada pela Ecografia. Esta última é mais utilizada porque evita a anestesia geral necessária para a Celioscopia.
Os óvulos obtidos são postos em contacto com esperma numa proveta deixada a 37 graus centígrados durante 48 horas. Se decorrido este tempo ocorrer a fecundação, são colocados um ou mais ovos no Útero. Hoje em dia é mais comum ser inserido, com uso de uma seringa própria para o efeito, um espermatozóide no interior do óvulo.
As probabilidades de sucesso são maiores se forem colocados 2 ou 3 ovos no útero, mas também pode correr-se o risco de surgirem gémeos!



Aparentemente, o método é simples, mas exige uma equipa excelente de médicos e profissionais de Saúde.
A taxa de sucesso deste método é um pouco reduzida (no livro "Vou ter um bebé" de Laurence Pernoud, Editora Contexto indica que é de cerca de 15 a 20% por tentativa). Mas, se você tiver que fazer uso deste método para engravidar, não desanime com estes valores! Se falhar na primeira tentativa... tente outra vez! Verá que quando conseguir ter o seu bebé, todo o esforço valeu a pena!...


Actualmente, muitas crianças, no mundo inteiro, nasceram graças à Fertilização in Vitro. Mas é preciso saber que este método tem, frequentemente, mais complicações do que no caso de uma fertilização "natural" (abortos espontâneos, partos prematuros, atraso no crescimento do útero), o que faz com que os médicos considerem este tipo de gravidez como sendo "de risco".

Vídeo sobre Infertilidade e Fecundação in Vitro: Antes de clicar "Play", aconselho a parar o som do player do Blog, para poder apreciar devidamente este vídeo. 


terça-feira, 31 de março de 2009

O Primeiro mês de gravidez



Uma vez fertilizado o Óvulo, a corrente que ajudou os espermatozóides a nadar até ao seu objectivo inverte o fluxo. Isto é, as ondas de contracção e a agitação dos "cilia" (Cílios) no interior das paredes da Trompa de Falópio mudam de direcção, para o útero. Esta inversão se dá devido às alterações hormonais da futura mamã - 24 horas após a fertilização, as nóvas células começam a produzir Gonadotrofina Coriónica Humana, uma hormona que é libertada na circulação sanguínea da mãe.
Sendo assim, ao fim de alguns dias, a gravidez pode ser detectada através de uma análise especial ao sangue (ou por um teste de gravidez que pode adquirir na Farmácia e fazê-lo em casa).
É graças à hormona GCH que a menstruação seguinte é impedida, e que o corpo da futura mãe é preparado para acolher o embrião.
O agregado de células, que resultou do desenvolvimento do óvulo fecundado, começa a deslocar-se ao longo da Trompa de Falópio, numa viagem que dura cerca de 2 ou 3 dias. Durante esse período, o número de células do agregado aumenta para 12 ou 16 - não é previsível este número, e nem sempre é par, visto que algumas células podem falhar e morrer sem prejudicar o desenvolvimento das restantes. A morte de células faz parte da vida desde o primeiro momento.


Também é frequente que muitas gravidezes terminem na altura da evolução do agregado de células, sem que sejam sequer reconhecidas, pois existe um mecanismo de segurança que é activado no caso das primeiras divisões celulares correrem mal, ou quando surge em condições não favoráveis - daí ser bastante comum dizer-se: "Não fiques anciosa por engravidar! Torna as coisas mais difíceis de acontecer!"
É nestes primeiros dias que se faz a transferência do óvulo fertilizado para a mãe no caso da "Fertilização in Vitro", quando o agregado tem 4 ou 8 células.
Neste método, é possível observar como se dividem as células no Laboratório (com uso do microscópio), permitindo aos pais que possam ficar com uma fotografia com o aspecto inicial do bebé.


As células contêm um núcleo que, por sua vez, contem os cromossomas que ultimam o programa genético de uma nova pessoa.
O agregado de células, ou seja "morula" ("amora"), enquanto se desloca para o útero, continua a aumentar o número das suas células. Raramente, mas acontece de vez em quando, essas células idênticas separam-se em 2 ou mais grupos distintos, dando origem aos gémeos, trigémeos ou mais! Todos começam o seu desenvolvimento paralelo nesta fase inicial ou nos dias seguintes.



A pequenina "amora" entra no útero por volta do 4º dia. Aí continua à deriva durante 2 ou 3 dias, enquanto o número das suas células continua a aumentar (para mais de 100), tornando-se cada vez mais pequenas e sem aumentar o seu volume total. Assim, todo o agregado continua a caber dentro da "casca" do óvulo original, embora esta já se encontre ligeiramente esticada. Este mecanismo evita que o agregado se implante demasiado cedo, o que é bastante bom durante o percurso pela Trompa de Falópio porque protege o futuro bebé e a mãe de perígos mútuos se a implantação se desse nesse estreito canal - este tipo de casos é mais comum em mulheres que engravidam tardiamente.
Eis que se nota uma modificação quando o agregado de células flutua na superfície do útero: as células começam-se a diferenciar umas das outras, dispondo-se em 2 agrupamentos distintos: o interior e o exterior.
A massa de células interiores fará surgir o embrião, dando origem ao bebé.
Quanto ao grupo exterior de células, este durará apenas durante os meses de gestação, até ao nascimento. Estas células darão origem a todos os vasos e estruturas que formam a placenta, cuja missão é alimentar, proteger e abrigar o bebé até ao nascimento.
Não se sabe o que determina a distinção das células interiores das exteriores. Talvez seja apenas o local onde se encontre determinada célula quando se dá a diferenciação.
As células diferenciadas vão aumentando de número de um modo organizado, transformando-se no "blastocisto", o que significa "bolsa do rebento".



Entretanto a "casca" cede, abrindo-se e deixando sair as células exteriores, as quais se começam a implantar quando entram em contacto com a superfície do útero. Isto normalmente acontece dentro da curva superior do útero, o local com maior probabilidade de conduzir a um nascimento sem problemas.
A escolha do agregado do local de implantação continua um mistério, mas será aqui que o futuro bebé terá fácil acesso aos nutrientes devido à proximidade dos vasos sanguíneos maternais.
Cerca do 7º dia, as células começam a afundar-se no forro do útero. Mas, para não serem rejeitadas, enviam sinais especiais que podem ser comparados a uma chave mestra universal. Essa chave é a mesma para todas as pessoas, e é a mesma que as células da mãe emitiram quando ela própria não passava de um agregado de células. Assim, as células maternas não mobilizam defesas contra as recém chegadas porque as reconhecem, biológicamente, como "amigas universais" e não como inimigas.



O Útero aceita amigávelmente o invasor, o qual começa a desenvolver finos "villi" (uma espécie de "tufos de pêlos") que o ajudarão a absorver os nutrientes da circulação sanguínea da mãe, e que o ajudarão a implantar-se com segurança.
No fim da primeira semana, os tecidos maternais que foram invadidos cicatrizam e cobrem o agregado de células com uma espécie de cápsula, que o protegerá e o ajudará a segurar-se.
Por volta do 9º dia, as camadas de células do agregado dispõem-se de modo a formarem uma espécie de "escudo embriónico": a parte superior, a mais larga, é o local da cabeça do embrião, enquanto a ponta mais estreita corresponde ao corpo.




No interior deste "escudo" começam a juntar-se o número suficiente de células que formarão o importantíssimo Tubo Neural, do qual se deslocarão umas células para a frente que irão formar o Cérebro.
Na 3ª semana, à medida que os Lóbulos do Cérebro vão aumentando, o corpo começa a alongar-se e fica transparente - sendo possível observar as fundações do Tubo Neural e da Coluna Vertebral.
Por volta do 13º dia, um grupo de células move-se para o peito, organizando-se em forma de "U", que se tornará o Coração. Ao mesmo tempo, outras células começam a formar os vasos e o sangue que os irá percorrer.



Por volta do 25º dia, o Coração começa a bater regularmente, pois o sangue do Embrião já se encontra pronto. O sangue é bombeado através do circuito de vasos, que distribuirá nutrientes e oxigénio a todo o corpo.
O Cordão Umbilical começa a surgir na 3ª semana.
Por volta do 28º dia, o Embrião tem pequeníssimos braços, e as pernas começarão a nascer poucos dias depois. É, também, por volta desta altura, que as células especiais que geram os Óvulos ou os Espermatozóides do novo Ser migram para os órgãos reprodutivos recém formados!


  • Vídeo sobre o 1º mês de gravidez: Antes de clicar "Play", aconselho a parar o som do player do Blog para poder ouvir, com atenção, as preciosas explicações dadas no vídeo. Acredite, vai adorar!