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quinta-feira, 25 de março de 2010

A gravidez de Gémeos


No mundo dos gémeos existem os "gémeos verdadeiros" e os "gémeos falsos".


  • Gémeos verdadeiros (gestação monozigótica):
Ao contrário do que se possa pensar, este tipo de gravidez é mais rara do que a de gémeos falsos.

Trata-se de uma gravidez em que 2 fetos foram originados por um único ovo que, a determinada altura do seu desenvolvimento, se dividiu em duas metades iguais. Ambos têm material cromossómico e genes idênticos, o que fará com que os 2 gémeos, ao nascerem, tenham o mesmo sexo e pareçam uma espécie de "réplicas" um do outro. Muitas vezes, a semelhança não é apenas física, como também intelectual e psicológica - assim como a predisposição para certas doenças.


Estes gémeos partilham a mesma placenta, o que pode causar desequilíbrio entre ambos, com um dos gémeos a receber mais sangue do que o outro. O primeiro arrisca-se a sofrer de insuficiência cardíaca porque tem uma tarefa suplementar a cumprir devido ao fornecimento excessivo de sangue. O outro gémeo, pelo contrário, corre o risco de adquirir anemia, ou de sofrer de Hipotrofia (insuficiência de desenvolvimento) devido ao reduzido fornecimento sanguíneo.


  • Gémeos falsos (gestação dizigótica):
Resulta da fecundação de 2 óvulos, cada um por 1 espermatozóide.

Cada um dos ovos tem as suas próprias membrana (córion e âmnio) e placenta, o que faz com que desenvolvam em conjunto, mas separadamente.
Quando nascem, não se assemelham mais do que dois irmãos "habituais", ou seja, nascidos com alguns anos de distância.
Estes gémeos podem ser de sexo diferente.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Trissomia 21 (Síndrome de Dawn)


A Trissomia 21, também conhecida como Síndrome de Dawn, é uma patologia que surge de um acaso que não se pode prever ou evitar, embora conste que, quanto mais idade tiver uma mulher grávida, maior é a probabilidade de ter um bebé com esta patologia.
Resulta de uma cromossomopatia, ou seja, todos nós somos constituídos por vários cromossomas que, no caso da Trissomia 21, em vez de termos os pares normais de cromossomas, o par "21" tem um cromossoma extra.



A suspeita da existência desta patologia pode surgir entre as 11 e as 13 semanas de gestação, naquela que normalmente é a 2ª Ecografia da gravidez. A confirmação pode ser dada através de um exame que pode ser feito à grávida às 16 semanas de gravidez - a Amniocentese. O resultado demora cerca de 15 dias.



Mundialmente, o dia 21 de Março é assinalado como o Dia Mundial da Trissomia 21.





Felizmente existe em Portugal a APPT21 (Associação Portugesa de Portadores de Trissomia 21), cuja missão é prestar esclarecimentos aos pais de crianças portadoras desta patologia, e apoiar o desenvolvimento das suas potencialidades.



Na minha opinião, se você está grávida e se depara com uma situação destas, é livre de ponderar na hipótese de abortar, baseada nos seus valores e aspectos da sua vida. Mas, se for corajosa e bondosa, tome isto como um desafio e não como uma desgraça! Estas crianças são extremamente amorosas, e conseguem dar lições de vida a muitas pessoas!...



Quais as principais características de uma pessoa portadora de Trissomia 21?
  • Tem olhos amendoados;

  • As mãos são mais quadradas e os dedos mais curtos;

  • Começa a andar mais tarde;

  • Começa a falar mais tarde e tem dificuldade a nível da linguagem;

  • Pode ter problemas de saúde a nível cardiovascular, trânsito intestinal, audição, visão, dermatologia e estomatologia;

  • É muito simpática, amigável e bondosa;
  • Ao contrário do que muitos pensam, consegue aprender a ler e escrever, pode ser um excelente atleta, e consegue trabalhar.




  • Vídeo sobre o Síndrome de Dawn: Antes de clicar "Play", aconselho a parar o som do player do Blog para poder ouvir, com atenção, o vídeo. Acredite, vai adorar!


terça-feira, 31 de março de 2009

O Primeiro mês de gravidez



Uma vez fertilizado o Óvulo, a corrente que ajudou os espermatozóides a nadar até ao seu objectivo inverte o fluxo. Isto é, as ondas de contracção e a agitação dos "cilia" (Cílios) no interior das paredes da Trompa de Falópio mudam de direcção, para o útero. Esta inversão se dá devido às alterações hormonais da futura mamã - 24 horas após a fertilização, as nóvas células começam a produzir Gonadotrofina Coriónica Humana, uma hormona que é libertada na circulação sanguínea da mãe.
Sendo assim, ao fim de alguns dias, a gravidez pode ser detectada através de uma análise especial ao sangue (ou por um teste de gravidez que pode adquirir na Farmácia e fazê-lo em casa).
É graças à hormona GCH que a menstruação seguinte é impedida, e que o corpo da futura mãe é preparado para acolher o embrião.
O agregado de células, que resultou do desenvolvimento do óvulo fecundado, começa a deslocar-se ao longo da Trompa de Falópio, numa viagem que dura cerca de 2 ou 3 dias. Durante esse período, o número de células do agregado aumenta para 12 ou 16 - não é previsível este número, e nem sempre é par, visto que algumas células podem falhar e morrer sem prejudicar o desenvolvimento das restantes. A morte de células faz parte da vida desde o primeiro momento.


Também é frequente que muitas gravidezes terminem na altura da evolução do agregado de células, sem que sejam sequer reconhecidas, pois existe um mecanismo de segurança que é activado no caso das primeiras divisões celulares correrem mal, ou quando surge em condições não favoráveis - daí ser bastante comum dizer-se: "Não fiques anciosa por engravidar! Torna as coisas mais difíceis de acontecer!"
É nestes primeiros dias que se faz a transferência do óvulo fertilizado para a mãe no caso da "Fertilização in Vitro", quando o agregado tem 4 ou 8 células.
Neste método, é possível observar como se dividem as células no Laboratório (com uso do microscópio), permitindo aos pais que possam ficar com uma fotografia com o aspecto inicial do bebé.


As células contêm um núcleo que, por sua vez, contem os cromossomas que ultimam o programa genético de uma nova pessoa.
O agregado de células, ou seja "morula" ("amora"), enquanto se desloca para o útero, continua a aumentar o número das suas células. Raramente, mas acontece de vez em quando, essas células idênticas separam-se em 2 ou mais grupos distintos, dando origem aos gémeos, trigémeos ou mais! Todos começam o seu desenvolvimento paralelo nesta fase inicial ou nos dias seguintes.



A pequenina "amora" entra no útero por volta do 4º dia. Aí continua à deriva durante 2 ou 3 dias, enquanto o número das suas células continua a aumentar (para mais de 100), tornando-se cada vez mais pequenas e sem aumentar o seu volume total. Assim, todo o agregado continua a caber dentro da "casca" do óvulo original, embora esta já se encontre ligeiramente esticada. Este mecanismo evita que o agregado se implante demasiado cedo, o que é bastante bom durante o percurso pela Trompa de Falópio porque protege o futuro bebé e a mãe de perígos mútuos se a implantação se desse nesse estreito canal - este tipo de casos é mais comum em mulheres que engravidam tardiamente.
Eis que se nota uma modificação quando o agregado de células flutua na superfície do útero: as células começam-se a diferenciar umas das outras, dispondo-se em 2 agrupamentos distintos: o interior e o exterior.
A massa de células interiores fará surgir o embrião, dando origem ao bebé.
Quanto ao grupo exterior de células, este durará apenas durante os meses de gestação, até ao nascimento. Estas células darão origem a todos os vasos e estruturas que formam a placenta, cuja missão é alimentar, proteger e abrigar o bebé até ao nascimento.
Não se sabe o que determina a distinção das células interiores das exteriores. Talvez seja apenas o local onde se encontre determinada célula quando se dá a diferenciação.
As células diferenciadas vão aumentando de número de um modo organizado, transformando-se no "blastocisto", o que significa "bolsa do rebento".



Entretanto a "casca" cede, abrindo-se e deixando sair as células exteriores, as quais se começam a implantar quando entram em contacto com a superfície do útero. Isto normalmente acontece dentro da curva superior do útero, o local com maior probabilidade de conduzir a um nascimento sem problemas.
A escolha do agregado do local de implantação continua um mistério, mas será aqui que o futuro bebé terá fácil acesso aos nutrientes devido à proximidade dos vasos sanguíneos maternais.
Cerca do 7º dia, as células começam a afundar-se no forro do útero. Mas, para não serem rejeitadas, enviam sinais especiais que podem ser comparados a uma chave mestra universal. Essa chave é a mesma para todas as pessoas, e é a mesma que as células da mãe emitiram quando ela própria não passava de um agregado de células. Assim, as células maternas não mobilizam defesas contra as recém chegadas porque as reconhecem, biológicamente, como "amigas universais" e não como inimigas.



O Útero aceita amigávelmente o invasor, o qual começa a desenvolver finos "villi" (uma espécie de "tufos de pêlos") que o ajudarão a absorver os nutrientes da circulação sanguínea da mãe, e que o ajudarão a implantar-se com segurança.
No fim da primeira semana, os tecidos maternais que foram invadidos cicatrizam e cobrem o agregado de células com uma espécie de cápsula, que o protegerá e o ajudará a segurar-se.
Por volta do 9º dia, as camadas de células do agregado dispõem-se de modo a formarem uma espécie de "escudo embriónico": a parte superior, a mais larga, é o local da cabeça do embrião, enquanto a ponta mais estreita corresponde ao corpo.




No interior deste "escudo" começam a juntar-se o número suficiente de células que formarão o importantíssimo Tubo Neural, do qual se deslocarão umas células para a frente que irão formar o Cérebro.
Na 3ª semana, à medida que os Lóbulos do Cérebro vão aumentando, o corpo começa a alongar-se e fica transparente - sendo possível observar as fundações do Tubo Neural e da Coluna Vertebral.
Por volta do 13º dia, um grupo de células move-se para o peito, organizando-se em forma de "U", que se tornará o Coração. Ao mesmo tempo, outras células começam a formar os vasos e o sangue que os irá percorrer.



Por volta do 25º dia, o Coração começa a bater regularmente, pois o sangue do Embrião já se encontra pronto. O sangue é bombeado através do circuito de vasos, que distribuirá nutrientes e oxigénio a todo o corpo.
O Cordão Umbilical começa a surgir na 3ª semana.
Por volta do 28º dia, o Embrião tem pequeníssimos braços, e as pernas começarão a nascer poucos dias depois. É, também, por volta desta altura, que as células especiais que geram os Óvulos ou os Espermatozóides do novo Ser migram para os órgãos reprodutivos recém formados!


  • Vídeo sobre o 1º mês de gravidez: Antes de clicar "Play", aconselho a parar o som do player do Blog para poder ouvir, com atenção, as preciosas explicações dadas no vídeo. Acredite, vai adorar!