Existem homens que dão a impressão de participar muito pouco na evolução do sentimento maternal das suas mulheres durante a gravidez. Acham que cumpriram o seu papel inicial ao fornecerem o esperma no momento da fecundação, e só podem ajudar o bebé na medida em que estão atentos ao bem-estar da grávida e, depois, quando ele nasce (não faltando com comida, roupa, e outros materiais que considerem importantes para o seu desenvolvimento). Infelizmente, ainda há homens que ainda acham que educar os filhos é "trabalho" da mulher, e que só se devem preocupar em que nada material lhes falte.
No último trimestre de gravidez, quando se torna necessário um curso de preparação para o Parto, o homem acompanha a sua mulher (com maior ou menos entusiasmo, conforme a sua personalidade), mas é raro o homem que não queira assistir ao nascimento do bebé - há muitos casos em que eles temem imenso hospitais e seus equipamentos (sobretudo seringas!), mas que mesmo assim querem assistir ao Parto! No entanto, muitos optam por não ir devido ao seu medo, mas lamentam-se por isso!...
Na verdade, a altura certa para um homem ser verdadeiramente pai será, de facto, quando o bebé chegar a casa. Portanto, se está grávida e não quer afastar o seu marido/companheiro dos cuidados necessários para o vosso filho, deve confiar que ele é tão capaz de cuidar do bem-estar físico e psíquico do bebé tal como você mesma!
Numa análise psicanalítica feita a muitos homens que parecem ter problemas face à gravidez das suas mulheres, eles sentem (inconscientemente) inveja por não poderem dar à luz e amamentar os seus filhos. Estes homens começam a apresentar sintomas de gravidez: náuseas, dores de cabeça... A este fenómeno lhe é dado o nome de Síndrome de Couvade (provém do Francês "couver", que significa "chocar"), do qual há psicólogos que dizem ser uma forma de chamar a atenção: "Eu também ainda aqui estou!".
Por muita igualdade que se queira impor entre um casal numa gravidez, haverá sempre a justa tendência para atribuir à mulher o papel principal, pois foi o seu corpo que, durante vários ciclos menstruais, se preparou para este momento, com todos os inconvenientes que isso representou na sua vida quotidiana; pois é no seu ventre que está o bebé; pois é o seu corpo que se modifica durante a gravidez; pois é ela que sentirá as dores para pôr o bebé no mundo...
Mas isto não impede que tanto a mãe como o pai esperem o bebé nas suas cabeças! Psicológicamente, afectivamente e intelectualmente, um filho é esperado pelos dois.
Antigamente, o pai considerava a gravidez como algo relacionado apenas com a mulher e, por vezes, até achava que era um mau momento a suportar, mas que era necessário para a criação da sua descendência!
Felizmente, nos dias de hoje, o pai já está mais ligado à gravidez, e isto fez com que alguns homens sintam, inconscientemente, ciúmes e inveja das mulheres grávidas, e da ligação que se cria entre bebé e mãe no momento da amamentação!
Nos homens, o sentimento de paternidade pode nascer de diferentes formas: há alguns que se sentem pais desde a confirmação da gravidez; há outros que só o descobrem quando tomam, pela primeira vez, o bebé nos braços; e ainda há aqueles que só tomam consciência deste sentimento vários meses despois do nascimento do bebé. Infelizmente, também há homens que nunca chegam a atingir este magnífico sentimento...
A mulher é mãe, de corpo, desde o momento da concepção. O homem só é pai, durante a gravidez, na sua imaginação: não imagina o rosto do bebé que via nascer, mas sim quando ele já é estudante e/ou adolescente.
Se a mulher tem sentimentos contraditórios, o homem também os tem: fica orgulhoso porque é capaz de transmitir a vida (para um homem, não poder procriar é humilhante, é como que um atentado à sua virilidade!); aproxima-se mais do seu pai porque vai tornar-se um seu igual, mas sente-se inquieto por não saber se estará à altura deste acontecimento; sente medo de não saber ser o marido de uma esposa grávida; começa a sentir saudades, antecipadamente, das saídas a sós com a sua mulher, das churrascadas "despreocupadas" com os amigos, das noitadas; até chega a sentir-se egoísta porque deixará de ter a mulher só para ele, vendo no bebé que vai chegar uma espécie de rival!
Quando o homem começar a revelar-se egoísta perante a gravidez, cabe à mulher o papel de tranquilizar o seu marido/companheiro (porque sim, o dito "egoísmo" não passa de um descontrolo perante a soma dos seus medos e receios!), mostrar-lhe que vai sempre ama-lo tal como amará o seu bebé, que ele é muito importante, e deve mesmo revelar-lhe que vai precisar muito dele não só como pai, como também como homem e melhor amigo!...
A mulher, na sua transformação como mãe, começa a tornar-se estranha para o seu marido/companheiro: ele sente que ela está a transformar-se noutra pessoa (e, de facto, está), em alguém que vai ter de descobrir. Eis, então, que o homem orgulhoso de então começa a ficar tímido, incompreendendo algumas reacções da sua mulher... Felizmente, não acontece isto com todos (depende muito da sua personalidade) mas, se você está grávida e vê que o seu marido/companheiro sofre sozinho, dê-lhe atençaõ e amor! Não ache que só porque carrega um bebé que irá pôr no mundo que tem o direito de "descarregar" tudo sobre ele! O seu marido/companheiro também é humano! Além disso, verá que ele será bem mais compreensivo consigo se lhe mostrar apoio nos seus receios como futuro pai, e que é melhor um pai confiante para a ajudar a criar o seu bebé do que um pai medroso!
Por incrível que pareça, na maioria dos casos, a maior angústia sentida pelo futuro pai (que a esconde ou fala abertamente sobre ela, conforme a sua personalidade) tem a ver com a saúde da mulher e do bebé. Tem medo que possa acontecer algo à sua mulher devido à gravidez, e que o seu filho não seja normal...
Conclusão: Os sentimentos de um futuro pai são variados e contraditórios - sente novas responsabilidades, mas o egoísmo está ferido; está reconhecido à mulher, mas também sente ciúmes; inquieta-se pela saúde dela, mas também sente vontade de esquecer que está grávida; está como um jovem intimidado perante a mulher, e ao mesmo tempo se sente mais hoem e quase pai.
Se acha que a vivência de uma gravidez é incomparávelmente mais difícil para a mulher, desengane-se! A verdade é que esperar um filho para um homem não é tão simples quanto se julga...
Antigamente, o nascimento de gémeos múltiplos era um acontecimento raro, e quando tal sucedia, raramente sobreviviam.
Lembremos, por exemplo, o caso das gémeas quíntuplas Dionne que nasceram no Canadá em 1934, cujo nascimento e sobrevivênvia se tornou um acontecimento internacional!
Actualmente, o nascimento de gémeos múltiplos tornou-se mais frequente, graças a tratamentos hormonais feitos em mulheres estéreis que ultrapassam o fim esperado e, em vez de um óvulo, são vários os que maturam e fecundam em simultâneo. Assim podem nascer gémeos duplos (2), triplos (3), quádruplos (4)... e tanto podem ser todos, no seu conjunto, gémeos verdadeiros, como podem ser gémeos falsos, ou até mesmo um misto de gémeos verdadeiros e falsos! - conforme o número de óvulos fecundados, e se algum se dividiu posteriormente ou não.
No mundo dos gémeos existem os "gémeos verdadeiros" e os "gémeos falsos".
Gémeos verdadeiros (gestação monozigótica):
Ao contrário do que se possa pensar, este tipo de gravidez é mais rara do que a de gémeos falsos.
Trata-se de uma gravidez em que 2 fetos foram originados por um único ovo que, a determinada altura do seu desenvolvimento, se dividiu em duas metades iguais. Ambos têm material cromossómico e genes idênticos, o que fará com que os 2 gémeos, ao nascerem, tenham o mesmo sexo e pareçam uma espécie de "réplicas" um do outro. Muitas vezes, a semelhança não é apenas física, como também intelectual e psicológica - assim como a predisposição para certas doenças.
Estes gémeos partilham a mesma placenta, o que pode causar desequilíbrio entre ambos, com um dos gémeos a receber mais sangue do que o outro. O primeiro arrisca-se a sofrer de insuficiência cardíaca porque tem uma tarefa suplementar a cumprir devido ao fornecimento excessivo de sangue. O outro gémeo, pelo contrário, corre o risco de adquirir anemia, ou de sofrer de Hipotrofia (insuficiência de desenvolvimento) devido ao reduzido fornecimento sanguíneo.
Gémeos falsos (gestação dizigótica):
Resulta da fecundação de 2 óvulos, cada um por 1 espermatozóide.
Cada um dos ovos tem as suas próprias membrana (córion e âmnio) e placenta, o que faz com que desenvolvam em conjunto, mas separadamente.
Quando nascem, não se assemelham mais do que dois irmãos "habituais", ou seja, nascidos com alguns anos de distância.
Estes gémeos podem ser de sexo diferente.
A Inserminação Artificial consiste em lançar esperma, com uma seringa própria, no colo do Útero ou no próprio Útero. Sendo assim, ao contrário da Fecundação in Vitro, neste método a fecundação é natural.
Este método é destinado, sobretudo, a casais impossibilitados de terem relações sexuais naturalmente, ou a casais cujo membro masculino seja estéril (recorrem a esperma de um dador).
Existem países em que é permitido a mulheres solteiras, ou casadas com outras mulheres, recorrerem a este método para engravidar, visto não terem um parceiro sexual masculino.
A Fecundação in Vitro destina-se, sobretudo, às mulheres que, por qualquer motivo, não têm Trompas de Falópio; às mulheres estéreis (anomalias no muco cervical); e aos casais cujo membro masculino seja estéril (quantidade reduzida ou insuficiente mobilidade dos espermatozóides).
Este método consiste em estimular os ovários com hormonas para provocar a ovulação de vários óvulos. Estes são recolhidos através de uma Celioscopia, ou pela punção directa do Ovário guiada pela Ecografia. Esta última é mais utilizada porque evita a anestesia geral necessária para a Celioscopia.
Os óvulos obtidos são postos em contacto com esperma numa proveta deixada a 37 graus centígrados durante 48 horas. Se decorrido este tempo ocorrer a fecundação, são colocados um ou mais ovos no Útero. Hoje em dia é mais comum ser inserido, com uso de uma seringa própria para o efeito, um espermatozóide no interior do óvulo.
As probabilidades de sucesso são maiores se forem colocados 2 ou 3 ovos no útero, mas também pode correr-se o risco de surgirem gémeos!
Aparentemente, o método é simples, mas exige uma equipa excelente de médicos e profissionais de Saúde.
A taxa de sucesso deste método é um pouco reduzida (no livro "Vou ter um bebé" de Laurence Pernoud, Editora Contexto indica que é de cerca de 15 a 20% por tentativa). Mas, se você tiver que fazer uso deste método para engravidar, não desanime com estes valores! Se falhar na primeira tentativa... tente outra vez! Verá que quando conseguir ter o seu bebé, todo o esforço valeu a pena!...
Actualmente, muitas crianças, no mundo inteiro, nasceram graças à Fertilização in Vitro. Mas é preciso saber que este método tem, frequentemente, mais complicações do que no caso de uma fertilização "natural" (abortos espontâneos, partos prematuros, atraso no crescimento do útero), o que faz com que os médicos considerem este tipo de gravidez como sendo "de risco".
Vídeo sobre Infertilidade e Fecundação in Vitro: Antes de clicar "Play", aconselho a parar o som do player do Blog, para poder apreciar devidamente este vídeo.
É do conhecimento geral que uma gravidez normal dura 9 meses (ou seja, 40 semanas ou 266 dias), mas... será possível calcular, com exactidão, a data do Parto?
A data da Concepção corresponde à data da Ovulação, pois o óvulo vive apenas algumas horas. Para uma mulher com o ciclo menstrual regular de 28 dias se admite que a ovulação se deu 14 dias após o 1º dia da menstruação. Sendo assim, para calcular a data provável do Parto, conta-se 280 dias (266 + 14) a partir da data da última menstruação - é a maneira de contar adoptada pelos médicos.
Mas isto é apenas uma orientação geral, porque depende da duração do ciclo menstrual da mulher: se é de mais de 28 dias, o bebé irá nascer um pouco depois; se é mais curto, nascerá antes.
Conclusão: É difícil determinar, com exactidão, a data do Parto. Sabe-se que a duração média da gravidez é de 40 semanas, mas que é normal durar entre 38 e 42 semanas.
A Lua influencía a gravidez?
Do estudo científico que se fez a esta crença popular se retiraram as seguintes conclusões: observou-se, de facto, um maior número de nascimentos entre o Quarto Minguante e a Lua Nova, e menos partos no Quarto Crescente.
Na minha opinião pessoal, baseada nos resultados deste estudo científico e nos meus poucos conhecimentos sobre Astrologia, eu acredito que sim, devido à influência que a Lua exerce sobre a Gravidade da Terra...
Sugestão: Está grávida e gostava de saber a data provável do Parto? Clique aqui!
Após o momento da Fecundação do óvulo pelo Espermatozóide, o corpo da mulher entra em transformação dia após dia. Para ela não só é comovedor sentir vida a crescer no seu ventre, como é impressionante descobrir o que se passa consigo mesma!
O corpo da mulher não rejeita o ovo, protege-o e fornece-lhe tudo o que necessita para o seu desenvolvimento. Para desempenhar estas tarefas, o corpo materno sofre transformações anatómicas, psicológicas e químicas, visíveis ou não, maiores ou não, conforme a mulher. A gravidez afecta todos os órgãos, todas as funções, todos os tecidos, e o seu estado psicológico e moral.
O Útero:
Antes da Concepção, o Útero pesa cerca de 50 g, mede 65 mm de altura e 45 mm de largura (aproximadamente), e tem uma capacidade de 2 a 3 cm cúbicos.
Desde o princípio da gravidez que o Útero começa a aumentar de volume, mas, normalmente, só se torna visível do exterior após o 4º ou 5º mês de gravidez, conforme a mulher.
No 2º mês de gravidez o Útero tem o tamanho de uma laranja, e no 3º mês mede cerca de 9 cm de altura e já é possível senti-lo sob o púbis!
Os Seios:
Ao longo da gravidez, os seios preparam-se para "fabricar" o leite que alimentará o bebé.
No 1º mês, os seios começam a inchar, aumentando de volume e ficando mais pesados - pode sentir picadas e dolorosas palpitações.
Algumas semanas depois, os mamilos ficam salientes, e a auréola primitiva ganha um tom mais carregado e torna-se convexa. Sobre a auréola surgem, por volta da 8ª semana, pequeninas saliências (Tubérculos de Montgomery).
As Hormonas:
A evolução da gravidez deve-se às Hormonas. As Hormonas Ováricas, tal como tiveram feito todos os meses, provocaram a ovulação e prepararam o Útero para acolher o ovo. Dada a concepção, permitiram o transporte do ovo e a sua implantação, impedindo o Útero de o expulsar.Quando se tornam necessárias grandes quantidades de Hormonas na gravidez, passam a ser fabricadas pela Placenta.
Mas as alterações hormonais podem causar alguns problemas na mulher grávida no 1º Trimestre:
Azia:A dor forte e o ardor no estômago são desagradáveis e podem causar insónias.Evite refeições pesadas e muito condimentadas ou fritas.Beba leite morno ao deitar e durma encostada a várias almofadas.Não tome medicamentos para a digestão sem consultar um médico!
Náuseas e Vómitos: Geralmente é um dos primeiros sintomas de gravidez. Quase sempre desaparecem após o 1º Trimestre de gravidez, mas podem voltar...
Evite os alimentos e cheiros que lhe são desagradáveis e, quando sentir náuseas, coma uma bolacha, uma tosta ou uma peça de fruta, ou beba água.
Suor excessivo: Use roupas largas e beba muitos líquidos.
Fadiga: Tente dormir mais do que normalmente fazia. Se puder, faça uma sesta após o almoço!
Erupção Cutânea: Pode ter pús e sentir comichão. Fale com o seu Médico.
Não use roupa apertada, e prefira roupa de algodão.
No momento da Fecundação, quando o óvulo e o espermatozóide se aproximaram, se fundiram e formaram um "ovo", o sexo da futura criança foi definido. Mas é só no 3º mês de gravidez que os órgãos internos reprodutivos começam a ganhar forma no exterior.
As cordas vocais começam a surgir, mas não funcionam, embora adquiram consistência ao longo da gravidez - só irão ser usadas, pela primeira vez, após o nascimento, quando o bebé dá o seu primeiro grito!
O seu rosto ganha, progressivamente, traços mais humanos: os olhos aproximam-se até ficarem ambos de frente; na 9ª ou 10ª semana, crescem as pálpebras que irão cobrir os olhos nos 3 meses seguintes, para os proteger enquanto desenvolvem; a boca estreita-se e os lábios ficam bem desenhados.
Os braços começam a alongar-se (num ritmo mais rápido que o das pernas), tornando-se possível distinguir o antebraço, o cotovelo e os dedos das mãos, cujas extremidades endurecem para formar as unhas.
No interior do organismo, desenvolve-se o fígado, surgem os rins, o intestino alonga-se e enrola-se, e o esqueleto começa a ganhar forma.
Depois de desenvolvidos, o aparelho digestivo e os rins começam a funcionar: as papilas gustativas da língua e as glândulas salivares funcionam, o estômago produz suco gástrico, e os intestinos e rins já trabalham - o feto engole pequeninas quantidades de fluido amniótico que serão processadas pelo sistema digestivo, das quais são extraídos alguns nutrientes, e cujos resíduos sólidos são armazenados nos intestinos, enquanto que os resíduos líquidos são despejados em gotículas de urina estéril que não prejudica o líquido amniótico.
O diafragma do feto inicia o seu trabalho: ele o expande e contrai repetidamente, absorvendo e expelindo pequenas quantidades de líquido amniótico que o ajudam a desenvolver os tecidos pulmonares - também se trata de uma espécie de "treino" necessário para tornar o corpo capaz de respirar quando o bebé nascer.
O diafragma também é exercitado por intermédio dos soluços, que se acredita serem importantes para o seu fortalecimento. Os soluços surgem repetidamente, durante alguns minutos, depois param e mais tarde recomeçam.
Acredita-se que o feto já "chucha" nos dedos das mãos nesta fase da gravidez.
Embora a mãe não sinta a agitação que vai no seu interior, é neste mês que o bebé mais se movimenta! Raramente está quieto mais do que 5 minutos, mesmo que a mãe permaneça imóvel.
Quanto à posição, pode estar na vertical como na horizontal, e muda-a talvez 20 vezes por hora! Para além das suas próprias actividades, o bebé também é afectado pelos movimento da mãe: é ligeiramente abanado quando a mãe respira. Quando ela tosse, ri ou caminha, o bebé oscila de um lado para outro.
Ao bebé também são transmitidos os sons do exterior: ele consegue ouvir os calcanhares da mãe no pavimento, o som de vozes, e outros ruídos fortes.
No início dos 3 meses, o peso do feto é de, aproximadamente, 30 gramas, e mede cerca de 7,5 cm na posição sentada. No fim desta fase de gravidez o feto já mede cerca de 10 cm e pesa, aproximadamente, 45 gramas!
De duas a três semanas depois do início da última menstruação, dá-se a fecundação do óvulo por um único espermatozóide. É neste momento que tudo o que irá conhecer no seu filho se transmite através da herança genética de ambos os pais, ou seja, o sexo do bebé, a cor dos seus olhos, a cor da sua pele, a altura que virá a ter, e a cor do seu cabelo. Também são transmitidas características que poderão ser influenciáveis, tais como o temperamento e a personalidade.
O óvulo, ou "ovum", provém do ovário da mãe, a qual pode ter mais de meio milhão de óvulos imaturos em ambos os ovários.
Estes óvulos já existiam mesmo antes do seu nascimento, e apenas alguns é que chegam amadurecer durante toda a sua vida.
Os óvulos começam a amadurecer, um de cada vez e de ovários alternados, após a primeira menstruação, na puberdade. O óvulo maduro liberta-se e cai dentro da Trompa de Falópio, onde permanece imóvel e adormecido 2 dias. Se for penetrado por um espermatozóide, gera-se uma nova vida. Caso contrário, cai e desaparece.
Apesar de só ter 0,13 mm de diâmetro, o óvulo é a maior célula do corpo humano, pois contem material genético da mãe, material celular e nutrientes para sustentar uma nova vida durante os primeiros dias.
O óvulo transmite sinais bioquímicos, através dos flúidos que o rodeiam, que atraem os espermatozóides de tal forma, que quando estes se aproximam do óvulo ficam "hiperactivados".
Os espermatozóides são muito semelhantes a um girino. São mais pequenos que o óvulo e estão entre as células mais pequenas do corpo. São impressionávelmente ágeis e bons nadadores, pois conseguem nadar uma longa distância em pouco tempo, embora sejam ajudados pelas ondas de contracções das paredes do aparelho sexual feminino, as quais criam uma corrente ascendente de fluídos em direcção ao local onde se encontra o óvulo. Assim, os espermatozóides recebem uma aceleração adicional que os ajuda a percorrer cerca de 18 cm em menos de meia hora!
É nos espermatozóides que vai a mensagem genética do pai.
O pai pode produzir esperma em cerca de 64 dias, desde o início ao fim do procedimento. Eles permanecem vivos e imóveis durante várias semanas no interior do corpo do homem, e ficam activos no momento da ejaculação, cujo sémen consegue levar consigo cerca de 20 milhões de espermatozóides - este número tem vindo a reduzir drásticamente com o passar dos tempos devido ao nível de vida que o homem leva (stress, mudanças de hábitos alimentares, falta de exercício físico, tabaco e álcool), e aos poluentes químicos.
Cerca de um terço dos espermatozóides libertados na ejaculação parecem mal formados e não são grandes nadadores. Eles têm como função impedir a entrada de espermatozóides rivais, deixando-se ficar para trás. Daí a sua denominação de "espermatozóide kamikase".
Aos outros mais vigorosos, que se atiram para a frente, dásse-lhes o nome de "caçadores de óvulos".
Mas nem todos os "caçadores de óvulos" têm sorte: alguns morrem, outros perdem-se, e no fim apenas restam várias dúzias dos mais fortes ou sortudos.
Quando não há um óvulo à sua espera, os espermatozóides prendem as suas cabeças às paredes das Trompas de Falópio, onde descançam e aguardam cerca de 48 horas pelo óvulo.
A entrada do Útero tem, normalmente, um muco protector, o "muco cervical", composto por açúcares e proteínas. Durante a maior parte do tempo este muco é espesso, e os espermatozóides ficam presos nele. Mas na altura da ovulação, o muco fica aquoso para facilitar a navegação dos espermatozóides.
Uma vez em contacto, o espermatozóide e o óvulo reconhecem-se biológicamente um ao outro. Assim, os espermatozóides ficam presos à camada exterior do óvulo, a "zona pellucida".
Os espermatozóides são sujeitos a uma proteína existente na "zona pellucida", a qual liberta a cobertura exterior da cabeça dos espermatozóides, deixando a descoberto umas enzimas especiais dos espermatozóides que ajudam a abrir uma fenda microscópica no óvulo, onde só entra aquele que tiver atingido o ponto favorável para a sua entrada.
Eis que se dá o momento da fertilização!
O óvulo reage imediatamente, deixando de ser acessível aos restantes espermatozóides, acordando do seu estado de dormência. O seu metabolísmo acelera um pouco e o seu consumo de oxigénio aumenta.
No centro do óvulo começam-se a organizar os "pronucleus" materno e paterno. Cada um destes pronucleus contem 23 pares de "cromossomas". Dispostos nestes cromossomas estão os genes (Genoma Humano).
Do pronucleo feminino tem sempre 22 +X. Ou seja, 22 cromossomas mais o cromossoma sexual feminino X. Do pronucleo masculino há 2 hipóteses: uma com o cromossoma feminino
(22 + X) e outra com o cromossoma masculino (22 + Y).
Ou seja, a espécie humana possui 46 cromossomas - 44 mais 2 cromossomas sexuais. Ao juntar X da mãe e X do pai, nasce uma menina (a mulher tem XX). Para nascer menino, tem de se juntar o X da mãe com o Y do pai (o homem tem XY).
Estudos efectuados parecem indicar que o espermatozóide masculino é mais rápido que o espermatozóide feminino, mas sobrevive menos tempo. Sendo assim, a probabilidade de sair rapaz aumenta se a relação ocorrer no período fértil (cerca de 14 dias antes da próxima menstruação), enquanto que as hipóteses de ter menina aumentam se a relação ocorrer até 3 dias antes do período fertil. Mas, atenção! São apenas probabilidades!
Calcula-se que os nossos cromossomas possam conter até cerca de cem mil genes, tendo cada um dos pais contribuído com metade por intermédio dos pronúcleos. Os genes têm ADN, o qual ditará o que irá nascer: um ser humano, membro de uma determinada família, de acordo com o que foi genéticamente transmitido ao longo da linhagem por todas as gerações anteriores.
Tente perceber: com tantos genes parentais em jogo, há tantas possibilidades de novas combinações dos genes ancestrais, que poderá resultar em alguém diferente dos antepassados. Sendo assim, será um programa genético novo, para um nova e única pessoa.
Constituído o novo programa genético, toda a substância do "ovo" se divide em 2 células novas e idênticas entre si. São as primeiras células do bebé.
É assim que começa o primeiro dia dos primeiros nove meses de vida do bebé!
> Sabia que?...
Ao longo dos tempos, os homens culpavam as mulheres (equivocadamente) quando estas davam à luz um filho do sexo não desejado.
Normalmente os Reis queriam filhos "varões" para lhes suceder ao trono. Mas, quando a Raínha dava à luz uma menina, era sempre a culpada do sucedido! E tal facto tinha ainda mais força quando os Reis, ao procurar prazer noutras mulheres, tinham filhos rapazes ("bastardos").
Sugestão: Veja a fotografia "Conception" de Adrian Petrisor. Uma versão muito original e engraçada da Concepção!
Vídeo sobre a Fecundação: Antes de clicar "Play", aconselho a parar o som do player do Blog para poder ouvir, com atenção, as preciosas explicações dadas no vídeo. Acredite, vai adorar!