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quarta-feira, 7 de abril de 2010

O que é um "Pai grávido"?

Existem homens que dão a impressão de participar muito pouco na evolução do sentimento maternal das suas mulheres durante a gravidez. Acham que cumpriram o seu papel inicial ao fornecerem o esperma no momento da fecundação, e só podem ajudar o bebé na medida em que estão atentos ao bem-estar da grávida e, depois, quando ele nasce (não faltando com comida, roupa, e outros materiais que considerem importantes para o seu desenvolvimento). Infelizmente, ainda há homens que ainda acham que educar os filhos é "trabalho" da mulher, e que só se devem preocupar em que nada material lhes falte.


No último trimestre de gravidez, quando se torna necessário um curso de preparação para o Parto, o homem acompanha a sua mulher (com maior ou menos entusiasmo, conforme a sua personalidade), mas é raro o homem que não queira assistir ao nascimento do bebé - há muitos casos em que eles temem imenso hospitais e seus equipamentos (sobretudo seringas!), mas que mesmo assim querem assistir ao Parto! No entanto, muitos optam por não ir devido ao seu medo, mas lamentam-se por isso!...



Na verdade, a altura certa para um homem ser verdadeiramente pai será, de facto, quando o bebé chegar a casa. Portanto, se está grávida e não quer afastar o seu marido/companheiro dos cuidados necessários para o vosso filho, deve confiar que ele é tão capaz de cuidar do bem-estar físico e psíquico do bebé tal como você mesma!


Numa análise psicanalítica feita a muitos homens que parecem ter problemas face à gravidez das suas mulheres, eles sentem (inconscientemente) inveja por não poderem dar à luz e amamentar os seus filhos. Estes homens começam a apresentar sintomas de gravidez: náuseas, dores de cabeça... A este fenómeno lhe é dado o nome de Síndrome de Couvade (provém do Francês "couver", que significa "chocar"), do qual há psicólogos que dizem ser uma forma de chamar a atenção: "Eu também ainda aqui estou!".

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Uma gravidez vivida a dois

Por muita igualdade que se queira impor entre um casal numa gravidez, haverá sempre a justa tendência para atribuir à mulher o papel principal, pois foi o seu corpo que, durante vários ciclos menstruais, se preparou para este momento, com todos os inconvenientes que isso representou na sua vida quotidiana; pois é no seu ventre que está o bebé; pois é o seu corpo que se modifica durante a gravidez; pois é ela que sentirá as dores para pôr o bebé no mundo...


Mas isto não impede que tanto a mãe como o pai esperem o bebé nas suas cabeças! Psicológicamente, afectivamente e intelectualmente, um filho é esperado pelos dois.



Antigamente, o pai considerava a gravidez como algo relacionado apenas com a mulher e, por vezes, até achava que era um mau momento a suportar, mas que era necessário para a criação da sua descendência!



Felizmente, nos dias de hoje, o pai já está mais ligado à gravidez, e isto fez com que alguns homens sintam, inconscientemente, ciúmes e inveja das mulheres grávidas, e da ligação que se cria entre bebé e mãe no momento da amamentação!




Nos homens, o sentimento de paternidade pode nascer de diferentes formas: há alguns que se sentem pais desde a confirmação da gravidez; há outros que só o descobrem quando tomam, pela primeira vez, o bebé nos braços; e ainda há aqueles que só tomam consciência deste sentimento vários meses despois do nascimento do bebé. Infelizmente, também há homens que nunca chegam a atingir este magnífico sentimento...




A mulher é mãe, de corpo, desde o momento da concepção. O homem só é pai, durante a gravidez, na sua imaginação: não imagina o rosto do bebé que via nascer, mas sim quando ele já é estudante e/ou adolescente.




Se a mulher tem sentimentos contraditórios, o homem também os tem: fica orgulhoso porque é capaz de transmitir a vida (para um homem, não poder procriar é humilhante, é como que um atentado à sua virilidade!); aproxima-se mais do seu pai porque vai tornar-se um seu igual, mas sente-se inquieto por não saber se estará à altura deste acontecimento; sente medo de não saber ser o marido de uma esposa grávida; começa a sentir saudades, antecipadamente, das saídas a sós com a sua mulher, das churrascadas "despreocupadas" com os amigos, das noitadas; até chega a sentir-se egoísta porque deixará de ter a mulher só para ele, vendo no bebé que vai chegar uma espécie de rival!




Quando o homem começar a revelar-se egoísta perante a gravidez, cabe à mulher o papel de tranquilizar o seu marido/companheiro (porque sim, o dito "egoísmo" não passa de um descontrolo perante a soma dos seus medos e receios!), mostrar-lhe que vai sempre ama-lo tal como amará o seu bebé, que ele é muito importante, e deve mesmo revelar-lhe que vai precisar muito dele não só como pai, como também como homem e melhor amigo!...
A mulher, na sua transformação como mãe, começa a tornar-se estranha para o seu marido/companheiro: ele sente que ela está a transformar-se noutra pessoa (e, de facto, está), em alguém que vai ter de descobrir. Eis, então, que o homem orgulhoso de então começa a ficar tímido, incompreendendo algumas reacções da sua mulher... Felizmente, não acontece isto com todos (depende muito da sua personalidade) mas, se você está grávida e vê que o seu marido/companheiro sofre sozinho, dê-lhe atençaõ e amor! Não ache que só porque carrega um bebé que irá pôr no mundo que tem o direito de "descarregar" tudo sobre ele! O seu marido/companheiro também é humano! Além disso, verá que ele será bem mais compreensivo consigo se lhe mostrar apoio nos seus receios como futuro pai, e que é melhor um pai confiante para a ajudar a criar o seu bebé do que um pai medroso!





Por incrível que pareça, na maioria dos casos, a maior angústia sentida pelo futuro pai (que a esconde ou fala abertamente sobre ela, conforme a sua personalidade) tem a ver com a saúde da mulher e do bebé. Tem medo que possa acontecer algo à sua mulher devido à gravidez, e que o seu filho não seja normal...





Conclusão: Os sentimentos de um futuro pai são variados e contraditórios - sente novas responsabilidades, mas o egoísmo está ferido; está reconhecido à mulher, mas também sente ciúmes; inquieta-se pela saúde dela, mas também sente vontade de esquecer que está grávida; está como um jovem intimidado perante a mulher, e ao mesmo tempo se sente mais hoem e quase pai.



Se acha que a vivência de uma gravidez é incomparávelmente mais difícil para a mulher, desengane-se! A verdade é que esperar um filho para um homem não é tão simples quanto se julga...

sábado, 27 de março de 2010

Estou grávida... de gémeos! E agora?


Numa gravidez geminal há um maior acompanhamento médico do que numa gravidez "normal", o que faz com que alguns médicos a classifiquem como uma gravidez de risco, sendo, por isso, importante diagnostica-la o mais cedo possível, o que normalmente se faz na 1ª Ecografia (a partir da 6ª ou 7ª semana de gravidez).


Normalmente, as perturbações e indisposições do princípio são mais frequentes e, com o decorrer da gravidez, as perturbações "mecânicas" (intestinos, pulmões, rins) serão mais acentuadas devido ao rápido aumento do Útero. Quando a mulher começa a sentir os movimentos dos bebés, irão parecer numerosos e a surgirem-lhe por todo o lado!


Se tiver um bom e frequente acompanhamento médico, a gravidez de gémeos pode desenvolver-se tão bem quanto uma gravidez "simples", evitando complicações derivadas a um possível aumento excessivo de peso e/ou a uma possível hipertensão arterial.


Por isso, se espera gémeos, não se preocupe duplamente! Apenas seja duas vezes mais atenta às recomendações do médico.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Estarei grávida?

Existe uma crença popular de que a mulher sente imediatamente quando está grávida. Na verdade, eu também acredito nisto, embora existam muitos casos em que tal não acontece. Se foi o seu caso, não se sinta mal por isso, pois os sintomas iniciais da gravidez são idênticos àqueles sentidos pela mulher num período pré-menstrual:
  • devido ao acumular de sangue, a mulher sente um certo peso no ventre;
  • o peito torna-se mais tenso e irritável;
  • o apetite pode diminuir;
  • sente-se um pouco mais cansada do que o habitual.
 
O organismo da mulher, ao acolher um embrião sem o rejeitar - como habitualmente faz com proteínas estranhas - e ao cuidar dele até ao dia em que se transforma num Ser pronto para viver fora do ventre materno, está a concretizar um dos muitos milagres da Natureza.
Dada a nidação do óvulo fecundado, começa a produzir-se uma hormona chamada "Gonadotropina coriónica humana", a qual pode ser encontrada na urina da grávida e identificada através de um exame à urina (que pode pedir ao seu médico) - também se pode confirmar a gravidez com uma simples análise ao sangue.
 


Também pode comprar na Farmácia um "teste imunológico da gravidez" e fazer o exame da urina em casa. Este teste contem uma solução química que, misturada com umas gotas da primeira urina da manhã, mostra de forma viável a existência ou não de gravidez. Para tal, basta seguir correctamente as instruções. Porém, o teste pode dar resultados falsos, positivos ou negativos. Sendo assim, pode repeti-lo alguns dias depois, ou consultar o seu médico.
Após 2 menstruações em falta, o médico fará um exame vaginal para confirmar absolutamente a gravidez.
Mas atenção! Se os seus períodos forem irregulares, ou se estiver ansiosa, doente ou com stress, a falta de menstruação pode não ser uma indicação fiável.
Existem casos de mulheres que tiveram ligeiras hemorragias na altura em que teriam o período, mesmo depois de grávidas.
Além destes sintomas, existem outros que podem indicar que se encontra grávida, os quais não são iguais em todas as mulheres:
  • um estranho sabor metálico na boca;
  • tonturas e fraqueza;
  • aumento do corrimento vaginal;
  • enjoos e vómitos repentinos;
  • repugnância por certas coisas como, por exemplo, álcool, café e cigarro;
  • desejo por comer determinados alimentos ou doces;
  • urinar com frequência.
Se sente algum destes sintomas, então vá confirmar se está ou não grávida o mais brevemente possível!